Soltas de Albergaria...

O segundo domingo de 2016 trouxe as cheias. A Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) avisou e as piores previsões confirmaram-se. Por Albergaria, as zonas ribeirinhas viveram momentos difíceis. Angeja e Frossos enfrentaram tormentas acrescidas. A subida do nível das águas inundou casas e deixou mesmo alguns moradores isolados. Ainda assim, o balanço poderia ser pior não fosse a conjugação de esforços entre as autoridades e as populações.


Terminou, a 8 de janeiro, a fase de votação do Orçamento Participativo promovido pela edilidade. Estiveram a sufrágio 38 projetos propostos pelos munícipes. Logo que confirmados os vencedores – e de acordo com o regulamento - a Câmara Municipal terá 24 meses para executar as propostas, que não podem ultrapassar os 40 mil euros por freguesia. Aplaudo, sem rebuço, esta opção que, estou certo, trará maior transparência ao processo orçamental. Cumulativamente, abre-se a possibilidade de assim os cidadãos se tornarem mais conscientes e passarem a exigir maior eficácia à gestão autárquica. De igual modo, espero que possa significar o incremento da modernização administrativa do município. Por fim, creio que, ao convocar os cidadãos a participar na discussão do orçamento, os projetos que a edilidade passe, no futuro, a priorizar possam ser direcionados para os setores mais carentes por refletirem um melhor conhecimento das necessidades coletivas, evidências que só confirmarão o caráter potencialmente redistributivo do orçamento participativo.


A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha apoiará 47 famílias com um subsídio ao arrendamento. No âmbito do Programa de Apoio ao Arrendamento Urbano, criado pelo atual executivo, a autarquia suportará, por um período de dois anos, metade do valor das rendas que impende sobre aqueles agregados familiares. Ao todo, serão aplicados, em 2016, 54 420.00 euros com estes apoios. Uma medida positiva que – se conjugada com outras políticas de estímulo ao emprego – poderá ter um impacto assaz relevante.


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