Uma das nossas principais salas de visita parece ter sido abandonada à sua sorte...


O esvaziamento da Praça Alameda 5 de Outubro, a pretexto do qual lancei todo o tipo de alertas, constituiu-se num dos legados mais negativos que marcaram o ano de 2015. Inesperadamente, uma das nossas principais salas de visita parece ter sido abandonada à sua sorte, sem qualquer programação que potencie a dimensão simbólica e que aproveite a sua posição central. Até o coreto ali edificado, a par de uns sanitários públicos sempre fechados, aparenta estar votado ao declínio. Não foi (nem é!) preciso muito para concluir que a obra de Regeneração Urbana da Alameda 5 de Outubro, inicialmente estimada em 1 785 839,54 euros, saldou-se por uma pesada inanidade. Ao cidadão minimamente esclarecido e informado, o que ali está mais não faz do que refletir – e perpetuar - as diferenças insanáveis entre as prioridades de quem adjudicou inicialmente a empreitada e as opções defendidas por quem mais tarde herdou a obra. E, no entretanto, uns e outros vão ficando cada vez pior na fotografia…


 


Foi inaugurado o Centro Cultural de S. João de Loure, um projeto do competente arquiteto Eduardo Costa Ferreira, cuja execução rondou os 1,3 milhões de euros. Mais um importante equipamento municipal que deverá captar novos públicos através de uma ação que, espera-se, dinamize e enriqueça a cultura concelhia.

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