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Da Senhora do Socorro, muitos guardam a memória de um espaço verde muito agradável, com uma cativante diversidade de fauna e flora. Ali também se ergueu um miradouro a oferecer belas vistas e a capela de Nossa Senhora do Socorro (NSS).
Importa lembrar, contextualizando, que o culto a NSS está ligado a um acontecimento ocorrido no século XIX, quando Portugal foi assolado por uma epidemia de cólera que afetou impiedosamente Albergaria-a-Velha. A população, sobressaltada e aflita, recorreu à providência divina para resolver aquele mal. A 18 de outubro de 1855, um grupo de crentes, completamente atormentados com tamanha desgraça que se abatera sobre a população, evocou o auxílio divino por mediação de Nossa Senhora do Socorro. Rogaram que o flagelo passasse, prometendo erguer uma capela no Bico do Monte.
A epidemia extinguiu-se e, de acordo com a promessa assumida, a igreja foi edificada. Em 1880, fundou-se a irmandade com o título de Nossa Senhora do Socorro. Mais tarde, o santuário acabaria remodelado com um alpendre frontal que passou a viabilizar as celebrações religiosas no exterior.
No tempo entretanto decorrido, poucos e simbólicos investimentos foram concretizados. No âmbito do orçamento participativo recentemente promovido pela edilidade, foi ainda assim contemplado o arranjo urbanístico da Avenida de NSS. Boa notícia que merece justo reconhecimento.
Infelizmente, constata-se hoje que no Bico do Monte poderão acontecer movimentações e atividades eventualmente suspeitas, que exigiriam pronta e vigorosa averiguação. Parece ter-se instalado um sentimento de múltiplos constrangimentos e até de alguma insegurança para quem ali pretende usufruir de saudáveis convívios familiares ou, simplesmente, em busca de uma atmosfera de profícua ascese.
José Manuel Alho
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