... e não vamos aceitar publicidade a Trump precisamente pela mesma razão.


O candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, continua a colecionar seguidores de estimação, nada sintonizados com o seu cardápio político. Meryl Streep agitou as redes sociais com fotos e vídeos de uma atuação ao vivo na gala anual do Public Theater. Vestiu-se como o milionário, não descurou a proeminente barriga e nem sequer a peruca e o creme em dose industrial enjeitou para se aproximar do cromo a que deu corpo quando interpretou uma paródia da canção “Brush Up Your Shakespeare”, da peça "Kiss Me Kate", de Cole Porter.


 


Não menos corrosivas terão sido as palavras de Jonah Peretti, CEO do BuzzFeed, quando asseverou. «Nós não publicamos anúncios a marcas de tabaco porque é um perigo para a nossa saúde e não vamos aceitar publicidade a Trump precisamente pela mesma razão.» Se a moda atravessa o Atlântico...


 


Pacheco Pereira, que marcou presença num debate no congresso do PS, foi contundente quando concluiu que «sem acabar com o Tratado Orçamental, a política da Europa é oficialmente neoliberal» rematando: «quem decide em Bruxelas são outros governos e burocratas que não são eleitos. Isto é gravíssimo.» À custa deste vigor, cresce o número de vozes a propor que Pacheco Pereira ingresse no PS por troca com Francisco Assis, que se passaria para o PSD. E, em ambos os lados da contenda, cresce a percentagem dos que só veem vantagens na permuta.


 


Por fim e a pretexto da vergonhosa saga das touradas em Portugal, que subsiste nos ecrãs da televisão pública com pífia frequência, vem-me à memória o pensamento de Mark Twain quando alertou: «Se recolheres um cão que ande meio morto, podes engordá-lo e não te morderá. Essa é a diferença mais notável que existe entre um cão e um homem.»

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