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Por ser matéria recorrentemente abordada neste espaço, onde já veiculei todo o tipo de reparos, alertas e sugestões, cumpre reconhecer que o setor municipal da Educação conheceu, nestes três anos, uma quebra de dinâmicas até então muito positivas e que haviam guindado o concelho ao patamar das melhores práticas e exemplos a seguir por qualquer edilidade.

Foto retirada daqui
Mas neste caso concreto, AL põe o dedo na ferida quando se refere a uma «herança», que resulta de uma má opção inicial. A raiz do problema que o tempo veio agora desnudar – e, avisa-se, continuará a acentuar! - é consequência da decisão de construir uma nova escola para agregar o 1º Ciclo e o 2.º Ciclos. Erro crasso. Enquanto em Angeja ou em Alquerubim se edificaram centros escolares modernos para, à luz das melhores recomendações pedagógicas, congregar SOMENTE o Pré-escolar e o 1.º Ciclo, a sede do concelho acomodou uma escolha que sempre se afigurou inusitada e merecedora de crítica veemente. Infelizmente, a freguesia de Albergaria e de Valmaior continua(rá) sem um Centro Educativo para o Pré-escolar e o 1.º Ciclo. E essa é uma lacuna que ninguém aparenta querer enfrentar com o propósito de a suprir.
Na verdade, teria sido mais avisado transferir, no âmbito de uma profunda requalificação das instalações, o 2.º Ciclo para a Escola Secundária onde o ensino também assenta na pluridocência (regime de ensino em que os diferentes professores asseguram os vários domínios das áreas curriculares) ao invés do Pré-escolar e do 1.º Ciclo onde predomina a monodocência (regime de ensino em que UM professor assegura todos os domínios das diferentes áreas curriculares). Obviamente que, com esta opção estratégica, a novel Escola Básica passaria a ter características arquitetónicas e funcionais bem diferentes das atuais porque se trataria se um Centro Escolar para o Pré-escolar e o 1.º Ciclo.
Fiquei seriamente preocupado com a solução gizada por AL que, «tendo em consideração a falta de salas de aula que existem no 1º Ciclo do Ensino Básico, em Albergaria-a-Velha», propõe «a requalificação da Escola da Avenida». Não me parece que seja uma solução globalizante, equilibrada e duradoura. Atualmente, os alunos do 1.º Ciclo, mesmo descontada toda a sorte de constrangimentos vigentes, usufruem de um conjunto de instalações, mormente as desportivas, que não implicam, por exemplo, a saída daquele espaço.
Bem sei que, para estes processos decisórios, se constituem grupos de trabalho apinhados de especialistas renomados e de outros peritos habitualmente (muito) bem pagos, mas talvez não fosse de todo insensato ponderar a construção de mais um pavilhão na área ainda disponível naquela escola básica e que, segundo informação que me fizeram chegar, até constaria do projeto inicial.
José Manuel Alho
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