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As chuvas e o outono conluiaram-se e teceram espessos tapetes de folhas, num assombroso festival de cor. No centro da nossa cidade, muito particularmente em redor do edifício Paços do Concelho, os competentes serviços camarários não permitem qualquer veleidade e num piscar de olhos varrem e aspiram tudo o que seja folha caída. Muito bem. Há que elogiar a eficiência quando ela nos assalta o olhar. Entretanto, num contraste plangente, numerosas ruas da sede do concelho estão entregues à sua sorte, com folhas impiedosamente atafulhadas em valetas e sarjetas. Parece-me que estaremos perante um daqueles casos de ostensiva discriminação a menos, claro está, que os cidadãos das ruas esquecidas estejam diminuídos nos seus direitos por não pagarem o IMI ou as demais taxas municipais…
Câmara aumenta orçamento para 2017 em 22 por cento. Estamos a falar de quase mais três milhões de euros quando comparado com o exercício de 2016. O presidente afiança que cumpre dar continuidade ao programa eleitoral sufragado em 2013, uma inevitabilidade «que implica o reforço da coesão social e a dinamização económica.» O investimento centrar-se-á nas obras de requalificação do Mercado Municipal e num conjunto de intervenções na rede viária em diversos pontos do concelho como a requalificação da Rua Gonçalo Eriz, em Albergaria-a-Velha, a reabilitação de infraestruturas rodoviárias municipais na zona norte e sul e nas vias degradadas pelas intempéries do último inverno. Para o efeito, serão contraídos três empréstimos bancários.
A questão, que muito legitimamente se poderá colocar, é: por que razão estas obras não foram sendo feitas desde 2013 ao invés de se concentrarem num ano, por sinal, o ano das próximas eleições autárquicas?
Por falar em «reforço da coesão social», fica a preocupação pela ausência de iniciativas concretas na área da Educação, mormente no apoio aos alunos do 1.º Ciclo na compra de manuais escolares. Muitos municípios em nosso redor já oferecem, a todas as crianças, os cadernos de atividades/fichas – que o Ministério não disponibiliza – bem como mochila e material escolar diverso. Em complemento, parece que ainda não será em 2017 que ocorrerá um genuíno investimento nos equipamentos informáticos das escolas do 1.º Ciclo, completando o apetrechamento com quadros interativos e computadores, em quantidade e qualidade suficientes. Neste particular, entregar às escolas computadores recondicionados, além de poucochinho, poderá indiciar baixa estima e consideração por alunos e professores.
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