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Soube-se recentemente que em, valores absolutos, as câmaras da CIRA – Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro – com menor dívida são, por esta ordem, Murtosa, Sever do Vouga e Albergaria-a-Velha. Em contrapartida, o valor do número de trabalhadores com cargo e carreira por cada mil habitantes é, no município de Albergaria, o terceiro mais elevado, atingindo a cifra de 9,27, apenas superado por Sever do Vouga e Aveiro.
A perceção pública de muitos serviços municipais é negativa, reforçando a impressão de que algumas lideranças intermédias serão frágeis. E a tudo isto haverá ainda a somar o valor de avenças pagas pela edilidade e que alguns garantem atingir valores inusitadamente altos.
Confesso que este último indicador relativo aos trabalhadores autárquicos foi, para mim, uma revelação que acentua velhos perigos e gera novas preocupações. Esperava-se uma inversão desta tendência e não o regresso a velhas tentações. De facto, ao ser o terceiro município com mais trabalhadores, esperar-se-ia que alguns serviços camarários fundamentais à prossecução do interesse público fossem hoje valências de maior proximidade, com níveis de eficácia proporcionais ao volume de colaboradores existentes. E, infelizmente, não é isso que acontece. A perceção pública de muitos serviços municipais é negativa, reforçando a impressão de que algumas lideranças intermédias serão frágeis. E a tudo isto haverá ainda a somar o valor de avenças pagas pela edilidade e que alguns garantem atingir valores inusitadamente altos.
E a proximidade que se exige a serviços e até aos presidentes de Câmara não é aquela que se traduz em correr as capelinhas para se ser fotografado entre velhinhos que comemoram longos anos de casamento. É outra coisa. Algo que exige mais disponibilidade e, acima de tudo, elevada proficiência.
Entretanto, pela Branca, a polémica entre a ex-tesoureira, Cristina Valente, e o atual presidente de Junta, Carlos Coelho, parece ter – pelo menos, aparentemente – acalmado. Este caso, no entanto, colocou a nu qualquer coisa que o futuro se encarregará de clarificar. Entre dois autarcas desavindos que, sendo eleitos pelo CDS e que protagonizaram uma vitória histórica numa freguesia até então dominada pelo PSD, não deveria ter existido uma mediação do líder local dos centristas? Afinal, quem ganhou e quem perdeu com tão grave querela? Ainda que eleito como independente, quem protegeu ou se solidarizou com Carlos Coelho? Será mesmo que ele é visto pelos seus como uma mais-valia? Quem, no fim, sairá mal desta controvérsia: o CDS Albergaria ou Carlos Coelho e Cristina Valente?
Ou, na política, tudo e todos serão descartáveis?
Por fim, boa nota para a adesão da autarquia à campanha “Pilhas por Alimentos”, uma iniciativa que visa apoiar os Bancos Alimentares Contra a Fome através da recolha de pilhas usadas; a distinção do município com o Prémio Cultura na terceira edição da «Gala Litoral Awards», que obriga a elogiar a ação determinante do Vice-Presidente e Vereador da Cultura, Delfim Bismarck; a apresentação de uma candidatura ao Programa Centro 2020 visando o início da infraestruturação do aumento da nossa zona industrial e, finalmente, para o regresso do Lugar das Cores, o parque de Natal, dedicado ao público infantil e juvenil, sediado no Pavilhão Municipal, no fim-de-semana 17-18 de dezembro.
José Manuel Alho
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