Soltas de Albergaria.


Bom sinal. Conforme dei conta na edição passada, o índice de desemprego tem vindo a baixar em Albergaria, averbando, até novembro de 2016, uma diminuição homóloga de menos 31,8 por cento. Desta feita, é o Gabinete de Inserção Profissional de Albergaria a informar que registou, em 2016, um aumento de cerca de 200 por cento na colocação de desempregados no mercado de trabalho. Em 2015, foram empregadas 56 pessoas, cifra que, no ano passado, aumentou para 171. Segundo informação oficial, a boa notícia ficará a dever-se a «uma política de articulação que se tem vindo a desenvolver com os desempregados e com a mancha empresarial do concelho e outras entidades empregadoras». Independentemente de outros considerandos que possam explicar esta evolução merecedora de boa nota, cumpre notar que, cada vez mais, também incumbe aos municípios o desafio de ampliar políticas de capacitação profissional e de geração de emprego até como forma de garantir às populações um desenvolvimento sustentável e harmonioso. Que seja esse o caminho.



...atividade bem conseguida, que cativou os pequenos e conseguiu manter a atenção da plateia do início ao fim. Mais do que um concerto didático, de cariz deliberadamente educativo, mérito para o desempenho da OFB que logrou conquistar as crianças pelos sentidos.


 



 


Qualificar para empregar. No mesmo âmbito, destaque para uma nova estrutura do Centro de Emprego e Formação Profissional de Águeda, que abrange o nosso concelho: um Centro Qualifica. Trata-se de estrutura multidisciplinar e especializada em educação e formação de adultos, vocacionada para o atendimento, aconselhamento, orientação e encaminhamento laborais. Em concreto, estamos perante um relevante instrumento no combate ao desemprego, centrado «no reconhecimento, validação e certificação de competências e na frequência de formação certificada». Assumo que aplaudi o alargamento da rede de Centros Qualifica, anunciado em agosto passado, até porque esta versão do Programa Qualifica traz algumas novidades: logo à partida, os formadores passaram a ter de dedicar 80 por cento do seu tempo àqueles Centros, foi criado um sistema de créditos e de módulos bem como o «Passaporte Qualifica», onde fica registado todo o percurso do formando, numa lógica de currículo, mas também as competências que ele pode adquirir no futuro, estimulando o instituto da «aprendizagem ao longo da vida». Haja quem saiba – e queira – aproveitar.


 


Carnaval dos Animais. Na sequência do projeto “Música na Escola”, direcionado para a divulgação, a sensibilização e a formação do público infantil para a música erudita, quase um milhar de crianças, distribuídas por quatro sessões, pôde deleitar-se com a obra “O Carnaval dos Animais”, de Camille Saint-Säens, apresentada pela Orquestra Filarmonia das Beiras (OFB), no Cineteatro Alba. Apesar da aparente inocência e infantilidade, aquele “Carnaval” representou, na época, uma crítica mordaz ao cenário musical de Paris do final do século XIX. Eram verdadeiras paródias musicais nas quais Saint-Saëns debicava de compositores célebres e até mesmo de alguns dos seus intérpretes. A composição musical, composta por catorze peças breves – treze das quais dedicadas a diversos animais – era para ter ficado limitada à gaveta e à fruição pessoal – mas, a partir do momento em que chegou aos ouvidos do público, tornou-se, para sempre, na sua obra mais popular. Em resumo, atividade bem conseguida, que cativou os pequenos e conseguiu manter a atenção da plateia do início ao fim. Mais do que um concerto didático, de cariz deliberadamente educativo, mérito para o desempenho da OFB que logrou conquistar as crianças pelos sentidos.


Comentários