*Desmontando mitos e lendas.

Albergaria precisa de uma liderança


w.jpg


Albergaria precisa de uma liderança arrojada que contribua para otimizar a dinâmica da economia nacional e das próprias empresas, em favor das exportações.


 


Na verdade, o Concelho deve assumir, de forma esclarecida e sem recurso a manipulações, o combate ao desemprego. Note-se que o desemprego reduziu à semelhança do verificado no país e no distrito de Aveiro. Mas, em rigor, reduzir o desemprego não significa criar emprego. O que significa é que o número de inscritos é menor até porque podem ter sido eliminados dos ficheiros (emigração, reforma, morte, não cumprimento de obrigações de formação, …) ou integrados em ações de formação ou em Programas Ocupacionais.



A afirmação poderá induzir em erro os mais incautos. Se a ZI foi, no papel, aumentada em 52%, significa que mais de metade estará por ocupar. O PDM, em si, não nada altera sob o ponto de vista prático. Daí que fosse (e é!) necessário avançar para um Plano de Pormenor (...)


Quais foram as empresas de ponta que vieram para a nossa terra neste últimos anos? Nenhuma. Inclusivamente, perdemos a EUROCAST e a AS Matos…


 



 


Atente-se no potencial ilusório deste dado oficial: em dezembro de 2016, Albergaria tinha 717 desempregados inscritos, mas em janeiro de 2017 já tinha 816, o que demonstra, por exemplo, que cerca de 100 indivíduos terminaram ou formação ou Programa Ocupacional, passando à categoria de desempregados.


 


Urge captar novas empresas. Algumas até já fugiram para Estarreja e Aveiro, colocando, em alguns casos, em risco a aposta de Albergaria na área da metalomecânica. Infelizmente, para além do Pingo Doce, cumpre reconhecer não há nada de novo na Zona Industrial (ZI). Recorre-se ao propalado aumento da ZI em 52% apenas inscrito no papel. Afinal, o que mudou na ZI?



O atual executivo baixou a taxa mas não o que as famílias efetivamente pagam. Bem pelo contrário. Por exemplo, no IMI, a receita cresceu, neste mandato face ao anterior, 30%! Isto é, cada munícipe pagou, neste mandato, 107,40€ de IMI quando antes, entre 2009-2013, pagava somente 82,58€.


 



 


E por falar em «Empresas de Ponta». Quais foram as empresas de ponta que vieram para a nossa terra neste últimos anos? Nenhuma. Inclusivamente, perdemos a EUROCAST e a AS Matos…


 


E de nada vale confundir comércio e serviços com empresas. A Incubadora não terá crescido como o esperado e até poderá estar a servir, de modo porventura discutível, de albergue a escritórios de serviços ou sede de comércio. Algumas até já fecharam e – se calhar - muitas terão subsistido enquanto houve sede gratuita e subsídio mensal…


 


Há quem se apresse a propagar que «não existem espaços para alugar ou para vender porque está tudo cheio» na ZI. A afirmação poderá induzir em erro os mais incautos. Se a ZI foi, no papel, aumentada em 52%, significa que mais de metade estará por ocupar. O PDM, em si, não nada altera sob o ponto de vista prático. Daí que fosse (e é!) necessário avançar para um Plano de Pormenor que defina a área de expansão e a intervenção (arruamentos e infraestruturas) a realizar. Os exemplos do Parque Casarão, em Águeda, ou do Eco Parque, em Estarreja, estão aí para absorver o melhor de ambos os empreendimentos.


 


A respeito da famigerada política de baixa de impostos. Importa consensualizar que o alívio fiscal já se iniciara com o PSD. O atual executivo baixou a taxa mas não o que as famílias efetivamente pagam. Bem pelo contrário. Por exemplo, no IMI, a receita cresceu, neste mandato face ao anterior, 30%! Isto é, cada munícipe pagou, neste mandato, 107,40€ de IMI quando antes, entre 2009-2013, pagava somente 82,58€.


 


Ou, como afiançaria Fernando Pessoa, em excerto do capítulo "Notas para uma regra de vida", do livro "Hermetismo e Iniciação", «Sê tolerante, porque não tens a certeza de nada.»


José Manuel Alho

Comentários