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Foto retirada daqui
Ficou assim por saber por que razão se arrastou tão penosa indefinição, um cruel nonsense que só prejudicou a coletividade local, para, no final das contas, entronizar Adalberto Póvoa em termos e condições que o próprio, de tão favoráveis, nem sequer (presumimo-lo) terá antecipado.
Ultrapassado o impasse, Adalberto Póvoa vence em toda a linha. Na noite do passado dia 31 de janeiro, extinguiu-se o imbróglio que desde outubro passado paralisava a Junta de Freguesia de S. João de Loure e Frossos. A mesma oposição que inviabilizou a proposta de Adalberto Póvoa, o presidente reeleito, de colocar no executivo, além do PSD, membros do PS e do CDS/PP, aprovou agora uma solução que oferece aos sociais-democratas uma maioria categórica (2 elementos do PSD + 1 elemento do PS). Sem polémica, também foram eleitos os membros para a Mesa da Assembleia de Freguesia. Ficou assim por saber por que razão se arrastou tão penosa indefinição, um cruel nonsense que só prejudicou a coletividade local, para, no final das contas, entronizar Adalberto Póvoa em termos e condições que o próprio, de tão favoráveis, nem sequer (presumimo-lo) terá antecipado. Consagra-se, de novo, um autarca que triunfa pela coerência e firmeza de princípios, sem nunca titubear na hora de honrar compromissos assumidos com o eleitorado. Que todos, em função da nobreza da ação política, pudessem dizer o mesmo. Ou como, muitas vezes, a eficácia resulta da simplicidade do expediente. Uma palavra de elogio para Arménio Silva, do CDS/PP, protagonista de uma intervenção absolutamente modelar, do melhor que se pode exigir a qualquer autarca quando, somente animado pelo desiderato de promover o progresso e o bem-estar da população que serve, se expõe aos desafios do inesperado.
Tribunal de Contas alerta para falhas na contabilidade das escolas públicas. Na sequência de uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC) aos processos utilizados na contabilidade de 811 escolas, com o propósito de saber se as regras do Estado estão ou não a ser bem aplicadas nas unidades de ensino, saiu a recomendação para o Ministério da Educação integrar contabilistas no pessoal administrativo dos agrupamentos.
A análise e avaliação dos resultados sinalizaram problemas no tratamento das contas, na inscrição de verbas nos mapas de contabilidade, em cada ano, e das despesas pagas pelas escolas à Parque Escolar, E.P.E., criada pelo Decreto-Lei n.º 41/2007, de 21 de fevereiro. Em complemento, o TdC ressalva que, das escolas auditadas, 91% (729) fizeram-no optando apenas pelo regime simplificado do POC-Educação.
Daí que entenda, subscreva e apoie fortemente a recomendação do Tribunal de Contas, que prioriza a contratação e formação de mais contabilistas para as escolas. Um novo paradigma que só pode ser bem acolhido por todos os que, há muito, se batem por mais rigor e transparência na gestão das escolas públicas.
270.000 €uros para a reabilitação da Escola Secundária de Albergaria. Feita a adjudicação da empreitada, em parceria com o Ministério da Educação (ME), a intervenção terá um prazo de execução de 90 dias. Na informação oficial disponibilizada no website da edilidade, intitulada «Município reabilita Escola Secundária de Albergaria-a-Velha», salienta-se: «Conscientes da existência de “um estado de degradação evidente no edifício que condiciona fortemente as condições de utilização”, o Município de Albergaria-a-Velha e o Ministério de Educação decidiram promover a reabilitação do edifício em várias fases.»
Ergui a voz para me opor a esta escolha, aduzindo a alternativa de construir, na Escola Básica de Albergaria, mais um pavilhão com salas de aula, solução que, aliás, teria consumado a versão inicial do projeto para aquele estabelecimento de ensino.
A Escola Secundária, apesar de - releva, pasme-se, a edilidade - o ME ser a «entidade responsável pela manutenção do estabelecimento de ensino», acaba por beneficiar de uma obra que resulta justamente de um entendimento alcançado entre a Câmara e o ME. E a história da Carochinha desaba aqui. Pergunta-se: por que não aconteceu o mesmo entendimento com a tutela sobre a Escola Básica?
Primeiro: boa nota para a capacidade do executivo camarário em convencer a tutela para a urgência de uma intervenção há largo tempo reclamada mas nem por todos 3desde sempre assumida. Segundo: há quem tenha, nos últimos anos, desperdiçado (boas) oportunidades de financiamento e fingido, bem ao jeito dos que varrem os problemas para debaixo do tapete, que a situação nunca terá sido verdadeiramente premente. Por isso, alguns terão chegado tarde a esta carruagem pelo que, nestes casos, os autoelogios pecarão por manifestamente imerecidos e falazes.
Uma história mal contada. Bem no final do anterior mandato, António Loureiro (AL), Presidente de Câmara em busca da reeleição para um segundo mandato, anunciou, antes da aprovação da 1.ª revisão da Carta Educativa (ocorrida somente a 24 de novembro passado) a opção de requalificar a Escola da Avenida para – segundo o próprio - (cor)responder o acréscimo da população escolar do 1.º Ciclo na sede do Concelho. Ergui a voz para me opor a esta escolha, aduzindo a alternativa de construir, na Escola Básica de Albergaria, mais um pavilhão com salas de aula, solução que, aliás, teria consumado a versão inicial do projeto para aquele estabelecimento de ensino.
Uma história que deveria ter tido outro fim. Na verdade, faria todo o sentido ali edificar o pavilhão em falta para otimizar os equipamentos lá concentrados: biblioteca, refeitório, laboratórios, auditório, papelaria, pavilhão gimnodesportivo, infraestruturas de apoio à multideficiência, sem menosprezar a proximidade com as piscinas municipais. Um argumentário que não se revelou suficiente para convencer o executivo camarário.
A história da carochinha que (agora) cai pela base. Para justificar a recusa da opção de construir mais um pavilhão na área da atual Escola Básica, em detrimento do pesado investimento da Escola da Avenida, AL refugiu-se no - desde sempre falacioso - argumento de que, por se tratar de equipamento sob alçada do ME, a autarquia não poderia interferir. Inexato. Como agora se comprova. A Escola Secundária, apesar de - releva, pasme-se, a edilidade - o ME ser a «entidade responsável pela manutenção do estabelecimento de ensino», acaba por beneficiar de uma obra que resulta justamente de um entendimento alcançado entre a Câmara e o ME. E a história da Carochinha desaba aqui. Pergunta-se: por que não aconteceu o mesmo entendimento com a tutela sobre a Escola Básica? Será que faltou visão e vontade políticas? Ou existirão outros planos para a Escola da Avenida, que só o tempo desnudará?
O Carnaval voltou e com ele alguma catarse sempre terapêutica. Porque estamos no Inverno, a probabilidade de as condições climatéricas inviabilizarem as grandes iniciativas a céu aberto são invariavelmente altas. Apesar de todos os esforços - mormente dos que estão sempre disponíveis para forçar o pretexto em nome de uma qualquer farra - mantém-se que o Carnaval não é uma tradição genuinamente portuguesa. Trata-se de uma importação, que seduziu e ganhou terreno pelo seu exotismo.
Portugal tem uma matriz etnocultural centrada no Entrudo que, ao representar um subconsciente coletivo, é também uma festa de inteira liberdade, durante a qual é permitido fazer-se tudo ou quase tudo. Com inteligência, criatividade e mordaz poder satírico, os costumes e os preconceitos veem-se remetidos para o fundo de um baú fechado a sete chaves.
Por isso, não sou – mau grado todo o respeito e consideração que me merecem os envolvidos - grande entusiasta desta importação de costumes de outro hemisfério onde o carnaval se festeja em pleno verão tropical. Ver as cachopas a sacudir a celulite, com uma brancura semifluorescente, ostentando pele de galinha, enquanto bebo o meu chazinho branco, é coisa que não me convence.
E depois pode acontecer o que ninguém deseja: após volumosos investimentos financeiros e pessoais, sucedem-se os cancelamentos um pouco por todo o país, penalizando fortemente quem tanto trabalha para que estas coisas aconteçam e saiam à rua. Daí que elogie a inteligência estratégica de municípios e de outras organizações que já vão agendando estes eventos para o Verão. Com temperaturas mais apetecíveis e beneficiando de maior disponibilidade das populações, usualmente em gozo de férias, os riscos gerais são menores e os dividendos bem mais compensatórios.
José Manuel Alho
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