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Ainda sobre Delfim Ferreira. Alguns leitores, a pretexto do que de positivo escrevi na última edição do CA, registaram o tom de encómio. Não vejo razão para tamanho sublinhado. Não sou sectário ao ponto de denegar méritos a quem os tem. Sabe-se também que António Loureiro – o próprio o disse numa entrevista, em agosto de 2016, que os seus desígnios se confinam «a um projeto a oito anos» - terá apenas prometido fazer dois mandatos. Este será, portanto, o seu último. E quando, por exemplo, me perguntam se Delfim Ferreira (DF) poderá ser o próximo candidato do CDS/PP à Câmara Municipal, além de considerar a opção mais óbvia e natural, só posso responder que tem perfil para assumir esse desafio. Se o poderá ganhar, isso é outra questão.
(...) resulta claro da análise da situação vigente que está, há muito, a fazer o seu caminho, marcando terreno e consolidando o seu projeto de poder.
Com um projeto de poder. Ainda assim, reconheça-se, DF tem um estilo diferente, mais urbano e, quiçá, calculista. Parece ser ele o grande motor, o alicerce maior que agrega e potencia o regular funcionamento entre todos os elementos do executivo camarário, acudindo às fragilidades mais expostas, como no caso da Educação, orientando e, de algum modo, projetando o futuro na lógica, claro está, do seu partido e demais apaniguados. De resto, não há mal nenhum em reconhecer esta (forte) probabilidade. Inclusivamente, muita gente do CDS/PP Albergaria pensa e espera o mesmo.
Além do mais, afiançam-me que Delfim Ferreira não será homem de recorrer a expedientes cavernosos para atingir os seus objetivos. Não sei. Não tenho como confirmá-lo. Reconheço-lhe, contudo, ambição.
Em conclusão, resulta claro da análise da situação vigente que está, há muito, a fazer o seu caminho, marcando terreno e consolidando o seu projeto de poder.
José Manuel Alho
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