Albergaria. O alerta, a homenagem e o Rotary Club de Albergaria-a-Velha.

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Reabilitação Urbana. Como se sabe, os municípios portugueses apostam, cada vez mais - e muito bem - na reabilitação urbana. Muitos criaram até as suas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) há cerca de dois ou três anos. Assim, importa, antes de mais, esclarecer o cidadão comum sobre o que é uma ARU: trata-se de uma área territorialmente delimitada que, em virtude da insuficiência, degradação ou obsolescência dos edifícios, das infraestruturas, dos equipamentos de utilização coletiva e dos espaços urbanos e verdes de utilização coletiva - designadamente no que se refere às suas condições de uso, solidez, segurança, estética ou salubridade - justifica uma intervenção integrada, através de uma operação de reabilitação urbana aprovada em instrumento próprio ou em plano de pormenor.


 


O que se passa em Albergaria. O ALERTA. Decorre do Regime Jurídico da Reabilitação Urbana que os municípios dispõem de um prazo máximo de três anos para a elaboração e a aprovação das Operações de Reabilitação Urbana delimitadas anteriormente. Por isso, os respetivos prazos de validade podem estar a terminar. E se tal acontecer, uma consequência imediata penalizará o interesse público: os benefícios fiscais estabelecidos com a criação de uma determinada ARU caducam, i.e., ficam sem efeito. Seria trágico porque acarretaria prejuízos vários e seria um gigantesco passo atrás para ulteriores investimentos em reabilitação urbana, que sempre se desejam viabilizados com celeridade e fiabilidade. Pergunta-se: será este o cenário que se pode esperar em Albergaria-a-Velha e Angeja? É que passaram os tais 3 anos e, no terreno, pouco se vê, excetuando um “jeito” ou outro… Está dado o alerta.


 


O tributo (mais que) merecido a Flausino Silva. No passado dia 22 de março, teve lugar a Reunião Festiva de Homenagem Profissional a Flausino Silva, promovida pelo Rotary Club de Albergaria-a-Velha (RCAAV), que também comemorou o seu 1.º aniversário. Flausino José Pereira da Silva é um empresário e dirigente associativo, natural da freguesia da Branca, nascido em 27 de Agosto de 1938. Em 1969, licenciou-se em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, tendo ainda frequentado o 3º ano de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, bem como o 1.º ano do Curso de Estudos Europeus da mesma Universidade. Tem ainda o Curso de Alta Direção, da AESE Business School. Com um intenso percurso profissional, iniciado em 1952, trabalhou desde tenra idade na Serração da Branca, na Fábrica do Caima, na GEEFO – Gabinete de Economia Estudos e Organização (Porto) e, mais tarde, nas Minas e Metalurgia do Palhal. Sabe-se que sua participação na Juventude Agrária Católica influenciou a sua formação e intervenção profissional, cultural e social. Em 1981, fundou, com o seu principal sócio, o Eng. Manuel Valente, a Durit – Metalurgia Portuguesa Tungsténio,Lda. É igualmente Administrador do Grupo Durit, um universo empresarial formado por nove firmas, com mais de  750 trabalhadores, tendo espalhado os seus produtos pelos cinco continentes e abrindo sucursais na Alemanha, Brasil e Espanha.


 


Com uma forte vocação para a área social, fundou, em 1987, a Probranca - Associação para o Desenvolvimento Sociocultural da Branca. Na área cultural, como dirigente da Associação Recreativa e Musical Amigos da Branca (ARMAB), impulsionou a expansão das atividades e o ensino da música. A nível político, recorde-se que foi deputado à Assembleia da República, tendo sido decisivo, durante a 5ª legislatura, para a elevação de Branca e, posteriormente, de Angeja e Dornelas (Sever do Vouga) à categoria de vilas. Foi o Primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha e seu membro durante anos. Entre 2001 e 2013, foi Vice-Presidente da Câmara Municipal. Andou (muito) bem o RCAAV, na pessoa do seu presidente, o incansável e sempre resoluto Carlos Goulart, quando decidiu prestar tributo a tão marcante individualidade.


 


O Rotary Club de Albergaria-a-Velha, que agora completou o seu primeiro ano de vida, é um projeto com mais de 3 anos de existência, cujo arranque contou com o apadrinhamento do Rotary Club de Aveiro. Em 22 de março de 2018, o Rotary International aprovou a admissão do Clube de Albergaria-a-Velha, tendo vindo a desenvolver algumas iniciativas meritórias de apoio a instituições albergarienses, sobressaindo os casos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, APPACDM e o Aconchego, entre outras parcerias com coletividades e organismos públicos. No imediato, sabe-se que tem já na forja alguns projetos e ações visando a participação e o envolvimento de toda a comunidade. Possui atualmente 27 membros de distintas categorias profissionais. Por ser um clube de profissionais, está particularmente motivado para o reconhecimento do valia profissional de pessoas com relevantes e especiais serviços prestados à coletividade local, como foi o caso de Flausino Silva.

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