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11ª Edição d’AS PALAVRAS POSSÍVEIS. No passado dia 18, pelas 22 horas, no Café Concerto do CTAlba, teve lugar a 11ª edição d’”As Palavras Possíveis”, promovida pela Culturalb. Ao fim de cinco anos - e como (muito) se vincou naquela noite - «a Culturalb sonhou e a obra nasceu!» Um cometimento de inestimável repercussão pública, que só tem subsistido graças:
- Ao apoio e carinho da comunidade albergariense;
- A todos os jovens que continuam a abraçar tão impressivo cartaz com paixão e nobreza;
- A personalidades marcadamente diferenciadoras como a Paula Lapas, o João Paulo Tavares, o Tó Maia, o Carlos Tavares…
- À equipa do CTAlba e à edilidade;
- À Junta de Freguesia de Albergaria e Valmaior;
- À Câmara Municipal de Estarreja (!) no precioso apoio à produção;
- … entre tantos outros parceiros e contributos que, sem rebuço ou acanhamento, aceitam a exortação de cristalizar o imperativo maior vertido na profecia de que «as palavras, mais do que compreendê-las, têm de ser sentidas!».
Ainda sobre as palavras que fazem o nosso TEMPO. Assaltou-me o pensamento o poema “Data”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, que plasma a telúrica sabedoria de quem conhece, a todo o TEMPO, os recantos mais sombrios da natureza humana:
«Tempo de solidão e de incerteza
Tempo de medo e tempo de traição
Tempo de injustiça e de vileza
Tempo de negação
Tempo de covardia e tempo de ira
Tempo de mascarada e de mentira
Tempo de escravidão
Tempo dos coniventes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rasto
Tempo da ameaça»
Sobre a Piscina Municipal de Albergaria (PMA). Nos últimos tempos, fui recorrentemente contactado por um vasto leque de concidadãos que, pelas mais diversas vias, me transmitiram a sua preocupação pelo estado a que terá chegado a PMA. Mais do que reportarem, sinalizando com fotos, vidros partidos, a degradação do pavimento exterior, com lajes soltas - um perigo para os munícipes que lá circulam, autoclismos avariados, sanitas sem tampa ou as infiltrações no interior da piscina que, em dias de chuva – garantem – até se vê a água a escorrer pelas paredes, persistiram na denúncia de três situações que, sob a forma de questionamento, importaria esclarecer:
- É ou não verdade que o elevador se encontra avariado há vários meses, um penoso constrangimento para os munícipes com mobilidade condicionada, que, entretanto, têm sido obrigados a entrar pela zona do cais?
- É ou não verdade que, em consequência das humidades e infiltrações no “open space”, as aulas para ali agendadas foram transferidas para pavilhão da Incubadora de Empresas, mas, em contraponto, a celebração dos aniversários das crianças continuam a decorrer naquele espaço? A ser verdade, qual o critério para serem realizadas determinadas atividades no “open space” em detrimento de outras? A segurança dos utilizadores daquela área polivalente estará (ou não) em causa?
- É ou não verdade que, desde há algum tempo, e por supostamente estar avariada a porta que dá acesso da bancada para o exterior, a opção recaiu em, sem mais, retirar a porta?
Inaugurado Sistema de bicicletas partilhadas MOB.A. - Mobilidade Operação Bicicleta de Albergaria-a-Velha. No passado dia 10 de maio, a edilidade inaugurou uma nova oferta de mobilidade urbana. Ainda que (muito) tardia, não deixa de ser uma boa notícia. A bicicleta, mais do que reduzir o risco de doenças, é um meio de transporte que não gera poluição sonora, ao contrário dos veículos que produzem grande ruído. Além disso, também não polui o ar, uma das questões mais sensíveis quando atualmente se fala em aquecimento global. A bicimobilidade é, na verdade, um trunfo na luta por um desenvolvimento genuinamente sustentável.
Este novo sistema centrado na bicicleta pressupôs que a Câmara Municipal contratasse duas empresas para este serviço em concreto. Por isso, a 26 de abril passado, a edilidade formalizou, por ajuste direto, um contrato, com um prazo de execução de 12 meses, de Prestação de Serviços de Conceção e Apoio à Implementação de Projeto na Área da Mobilidade Urbana, por um preço de 15 000,00 €, acrescido do IVA à taxa legal em vigor. Mas, a 6 de julho de 2017, por ausência de recursos próprios, já havia adquirido – também por ajuste direto - bens móveis (bicicletas) no valor de 37.375,00 € (+ IVA). Em resumo, estamos a falar de um investimento total de 64 390,50 €.
Como este empreendimento custa dinheiro, o dos contribuintes, afigura-se pertinente colocar as seguintes questões:
- Sendo que, de 2.ª a 6.ª feira, o horário para utilização das bicicletas é das 9h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00, quais serão os Munícipes que poderão beneficiar da sua utilização? A quem se pretende disponibilizar as bicicletas, uma vez que o período estabelecido colide com o horário de trabalho de um grande número de pessoas?
- Será que, ao domingo, se justificará a disponibilização das bicicletas APENAS entre as 9h00 às 13h00?
Por fim, há quem assevere que estamos perante um modelo de implementação completamente desajustado e distante do que são as boas práticas de promoção da utilização da bicicleta e dos modos suaves, salientando justamente os horários inadequados e o facto de apenas existir um só local de “requisição”, que não tem em conta os padrões de mobilidade, geradores de fluxos e as principais centralidades - então, e o Centro Coordenador de Transportes?
Ressalvando que esta opção não terá aproveitado o melhor do capital humano existente na Câmara Municipal, com competências especializadas nesta área, existem ainda outros entendimentos que evidenciam a circunstância de, ao que parece, os agentes locais não terem sido cabalmente considerados. Em consequência, lamentam que não se tenha implicado os principais “stakeholders”, que têm protagonizado, há quase três décadas, um importante trabalho nesta matéria, principalmente, no âmbito da plataforma nacional “Compromisso pela Bicicleta” e patrulhamento das florestas.
José Manuel Alho
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