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Entre atrasos e a necessidade de apoiar as Famílias – Em Albergaria, o ano letivo começou sem sobressaltos de maior. Excetuando o inesperado atraso nas obras de reabilitação da Escola Secundária - inicialmente com um prazo de execução de 90 dias - que implicou constrangimentos de vária ordem, não há nota de qualquer anormalidade que chegasse a colocar em causa o regresso às aulas. No entanto, continua a perceber-se que a Câmara Municipal se inibe de ir mais longe no apoio às Famílias, especialmente na questão dos livros escolares. Sabendo-se que o Ministério da Educação EMPRESTA somente os manuais certificados, faria todo o sentido que o município oferecesse os cadernos de fichas/atividades. Poderia fazê-lo – como já fazem outros municípios – sem onerar as suas contas, mormente através de um Programa de Ofertas, impondo somente a obrigatoriedade de aquisição nas livrarias do Concelho para assim estimular a economia local.
Apetrechar as salas para as colocar no século XXI – Ao fim de 5 anos no poder, o atual executivo camarário ainda tem salas de aulas, no 1.º Ciclo, sem quadros interativos ou outros equipamentos informáticos em quantidade suficiente e que não sejam recondicionados. Impor-se-ia assumir o desígnio, assaz exequível, de dotar todas as salas de aula/atividades de quadros interativos e conteúdos multimédia. Em complemento, persistem as lacunas respeitantes à insuficiência, em quantidade e em qualidade, de espaços polivalentes cobertos que, observando condições mínimas de segurança, permitam às crianças brincar nos dias de severa invernia.
Ademais, aguardava-se, com óbvia expectativa, que a edilidade aceitasse envolver-se no reforço da oferta de Atividades de Complemento e Enriquecimento Curricular (de qualidade) a TODOS os níveis de ensino. Aguardava-se.
«Ao fim de 5 anos no poder, o atual executivo camarário ainda tem salas de aulas, no 1.º Ciclo, sem quadros interativos ou outros equipamentos informáticos em quantidade suficiente (…) faria todo o sentido que o município oferecesse os cadernos de fichas/atividades, impondo somente a obrigatoriedade de aquisição nas livrarias do Concelho para assim estimular a economia local.»
Pelo país, sem inícios de melhorias em atmosfera hostil – A nível nacional, o ano letivo teve um início marcado pela sórdida campanha contra a dignidade profissional e prestígio social dos professores, recorrendo a notícias plantadas e a estudos fantasiosos, sem qualquer credibilidade. Vem isto a propósito do relatório «Education at a Glance», divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), reportando-se a comparações que, afinal, se revelam inquinadas. Esqueceu-se a maioria dos órgãos de comunicação social de assinalar que é a própria OCDE quem sublinha naquele relatório que os números sobre a diferença entre os salários dos professores e dos restantes trabalhadores com um curso superior devem ser olhados com prudência. Os autores do estudo mostraram o caso da Grécia onde a proporção de pessoas sobre-qualificadas no mercado de trabalho leva a ganhos médios maiores dos docentes em comparação com trabalhadores com as mesmas qualificações. “Isso pode explicar que os salários dos professores sejam mais altos do que os dos trabalhadores com formação similar”, lê-se no relatório.
Em todo o caso, o clima no setor, com elevados índices de hostilidade entre tutela e professorado, que parecem muitas vezes patrocinados por um sindicalismo trauliteiro e por boa parte da classe política com um ódio particular pela classe docente, extensivo a personalidades com posições de relevo na comunicação social, poderá ter implicações que não estarão a ser cabalmente estimadas.
A Extensão de Saúde de Angeja – Aí está uma matéria sobre a qual o Presidente da Câmara terá criado um "tabu", sobretudo quando o assunto foi abordado em reunião de Câmara por iniciativa dos Vereadores do PSD (José Licínio Pimenta e António Almeida), no período antes da ordem do dia, sem que António Loureiro tenha dado resposta às questões colocadas. Com efeito, foram instalados, num terreno cedido pela Câmara à Comissão de Melhoramentos da Freguesia de Angeja (COMFA), contentores pré-fabricados para o funcionamento da extensão de saúde de Angeja. Supostamente, a decisão terá sido motivada pela necessidade de fazer melhoramentos no edifício onde são prestados os cuidados de saúde. A situação, contudo, estará longe de ser assim tão clara e linear quanto esta formulação poderia indiciar. Primeiro, porque existe o fundado receio de que o recurso a instalações provisórias se eternize no tempo, podendo até funcionar como antecâmara de um ulterior encerramento. Segundo – e como bem ressalvou o Vereador António Almeida (PSD) e ex-Presidente de Junta daquela Freguesia, o atual posto médico careceria unicamente de pequenas reparações e pinturas para o seu regular funcionamento, o que, só por si, teria evitado a sua deslocalização. Por fim, cumpre notar que esta opção, além de suscitar seríssimas questões de mobilidade, poderá também afetar o acesso dos utentes de Alquerubim. De facto, existem decisões políticas que, pesados os prós e os contras, não se percebem. Pelo menos, à data de hoje...
População de Angeja está atenta – Não posso deixar de elogiar a forma atenta como a população de Angeja, em pleno Verão, se dispôs a escrutinar tão sensível processo. Um exemplo de cidadania que importaria replicar até porque não é todos os dias que o povo prioriza a Saúde ou a Educação em detrimento da festa e da febre do alcatrão.
José Manuel Alho
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