Albergaria. Ambiente, muito mais do que uma moda.


Em matéria de Ambiente, é tempo de mudar de paradigma. As questões ambientais não são uma moda passageira, mas um dos maiores desafios políticos que a Humanidade enfrenta à escala mundial. Não há como fugir a estes temas.


Daí que, na última sessão da Assembleia Municipal, tenha suscitado um conjunto de reflexões e questões a que importa(ria) dar resposta. Uma delas tem a ver com o depósito de monos e entulhos na floresta albergariense.


A verdade é que continuamos a ver monos (eletrodomésticos, louça sanitária, colchões, sofás,...) nos nossos campos e montes. Em alguns casos, encontramos este e outro tipo de lixo – como o entulho de obras - em zonas periféricas do nosso território, o que nos leva a presumir que muitas das situações não serão apenas provocadas pelos nossos munícipes, mas também por cidadãos dos concelhos vizinhos. Como é evidente, isto não serve de desculpa para se continuar a ignorar este problema e nada fazer, reduzindo a questão exclusivamente ao falacioso entendimento de que “Isto é falta de civismo!” Tal posicionamento equivaleria, em boa verdade, a dizer: «não me interessa, não me importa, não é comigo, os outros que resolvam».


Em consequência, importará questionar: que estratégia está pensada no âmbito da C.I.R.A. - Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, para, em conjunto com os concelhos vizinhos, e nossos parceiros, resolvermos de forma concertada este problema? Como podemos, afinal, limpar e preservar o nosso Património Natural?


Por outro lado, se o serviço de recolha de monos funciona por marcação, através de uma linha telefónica de apoio, significa que a recolha será inevitavelmente feita com atrasos, pois importará acumular pedidos de forma a tornar rentável a passagem de viaturas por vários pontos das nossas freguesias.


Em face desta realidade, apresentei a sugestão: porque não estipular dias e locais específicos para esse tipo de recolhas em cada freguesia? Por exemplo, 1 vez por mês, à semelhança das melhores práticas em outros países da União Europeia. Assim, as pessoas não poderiam dar a desculpa de que não lhes dá jeito, pois, de alguma forma, também já estes lixos levam para a mata, com implicações ambientais tremendamente danosas.


Pelo tipo de resíduos que encontramos na mancha florestal da nossa terra, parece evidente que resultarão, sobretudo, de oficinas auto, construção civil e casas particulares. É possível que, em muitos destes casos, se tratem de indivíduos que trabalharão de forma porventura clandestina, os chamados “biscateiros”. Por conseguinte, tenderão a encobrir deste modo as suas atividades. Em razão deste cenário, exortei – e exorto! - este executivo camarário a tomar mais e melhor atenção para se resolver este flagelo da forma genuinamente eficaz.


 


Notas Finais:


Clientes nas mãos das operadoras de telecomunicações. Um setor que precisa de ser metido na ordem. Muitos dos players parecem agir numa atmosfera de aparente impunidade, usuais em regimes de roda livre, que apouca e fragiliza o elo mais fraco – o consumidor. Infelizmente – senti-o na pele – a ANACOM, a autoridade reguladora em Portugal das comunicações postais e das comunicações eletrónicas, não se revela dotada de todos os recursos nem se mostrará especialmente animada para disciplinar tão intrincada teia de habilidades e esquemas, que o interesse público imporia erradicar.


Correios, uma bola de neve desgovernada. Também aqui a ANACOM ficará aquém das expectativas. Há anos, a correspondência era distribuída diariamente. Depois, passou a ser entregue duas a três vezes por semana.
Agora, o carteiro aparece UMA vez por SEMANA! E mesmo assim, com os endereços completos, cabe, muitas vezes, aos residentes reencaminhar, avisando, a correspondência (extraviada) dos vizinhos que (se) conhecem.
Se, a nível nacional, a situação é preocupante, em Albergaria a situação caminha para o CAOS.
Pena que só agora (alguns) tenham acordado para o assunto.


José Manuel Alho

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