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Há um ano, na primeira sessão descentralizada da Assembleia Municipal (AM), que teve lugar em Valmaior, tive oportunidade de colocar ao Presidente da Câmara questões sobre a estratégia – se é que este executivo a tem – para a Saúde no concelho.
Notei que na altura, António Loureiro (AL), quando confrontado com perguntas concretas, preferiu refugiar-se em respostas ambíguas. Hesitou, atrapalhou-se e pouco esclareceu.
Nessa ocasião, setembro de 2018, afirmei que, a julgar pelas suas não respostas, havia ficado claro que AL não tinha «um pensamento estratégico para a Saúde no concelho, parecendo não querer dizer tudo o que sabe ou, pelo menos, tudo o que pretende fazer.» (sic)
Volvido exatamente um ano, mas desta feita em Angeja, voltei ao assunto porque entendo que as populações devem estar atentas sob pena de um dia destes todos acordarmos com decisões consumadas, urdidas sob um manto de secretismo que, depreende-se, refletirá um entendimento entre o poder central e esta Câmara Municipal.
Em Angeja, a Unidade de Saúde – ou se quisermos ser formalmente precisos, a Unidade de Cuidados de Saúde Primários (UCSP) de Albergaria-a-Velha – Pólo de Angeja; foi deslocalizada do centro da vila para instalações aparentemente provisórias. E essa mudança teve consequências. Desde logo:
- a desvitalização do centro de Angeja, com implicações danosas para o comércio local;
- o aparecimento de problemas de mobilidade, mormente para os segmentos mais fragilizados da população, que apresentam limitações várias e para quem não foi ponderada uma forma de os transportar até às atuais instalações;
- a insuficiente capacidade de resposta/de atendimento a todos os utentes uma vez que, entretanto e apesar da exemplar dedicação dos profissionais do setor, se verificou um acréscimo da procura por pacientes oriundos de outras freguesias do concelho.
Em face do quadro que acabo de aduzir, voltei, na última sessão da AM, realizada no Centro Escolar de Angeja, à premência de obter respostas concretas a QUATRO perguntas igualmente concretas. Isto é:
- Esta solução é, afinal, provisória ou definitiva?
- Se for provisória, sê-lo-á até quando?
- Se estivermos na antecâmara da edificação de uma nova infraestrutura, para quando e para onde se prevê a construção do novo equipamento?
- Do diálogo que decerto AL já terá mantido com a tutela, o Ministério da Saúde, poderia o Presidente de Câmara informar a AM se já foi ponderado um reforço do pessoal médico, de enfermagem e operacional para fazer face ao aumento da procura?
Esperava eu que, passado um ano, pudéssemos, finalmente, escutar da boca do Presidente de Câmara um pensamento estruturado sobre tão delicada matéria, que, além de tranquilizar as populações, evidenciasse outra sensibilidade e ambição. Presumia que situações provisórias durassem menos de sete anos (!) e que a apologia do contentor como referência de infraestrutura para a prestação de cuidados de saúde fosse uma piada (de mau gosto).Fui ingénuo. Puro lirismo.
José Manuel Alho
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