Um encerramento que deveria envergonhar quem finge não ter responsabilidade...

A degradação da Saúde em Albergaria


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Mas o que é (mesmo) de estranhar é esta pressa de Pedro Almeida em associar-se à narrativa do atual executivo camarário, que sempre tem sacudido a água do capote, remetendo para a tutela toda e qualquer responsabilidade pelo estado daquela infraestrurura. O que estará por detrás de tão pronta e ostensiva solidariedade, que apoia uma versão da história que - como eu demonstrarei ainda hoje - tem pés de barro? 


 



Ontem, na sua página do Facebook, o Jornal de Albergaria (JA) noticiava «O Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha foi encerrado, por falta de condições de segurança, pela ACES. Os populares afirmam que chove dentro do edifício, havendo vários baldes para “apanhar” a água que vai caindo pelo teto e paredes, poças de água de dimensão considerável.« De seguida, lia-se: «Perante as parcas condições de segurança, a recolha de sangue também foi cancelada.»


Como de costume, houve logo, segundo o mesmo jornal, quem se apressasse a garantir que «este é um edifício estatal, pelo que a responsabilidade é do Ministério da Saúde», rematando o JA «Foi o responsável pelo ACES Baixo Vouga (Agrupamento de Centros de saúde), Dr. Pedro Almeida, quem mandou encerrar o edifício.» (sic)


Como a degradação daquele equipamento vem sendo notícia desde há largo tempo, não deixa de ser (ainda mais) censurável a assunção de responsabilidades por aquele responsável do ACES do Baixo Vouga. Há muito que se sabe que a população está a ser prejudicada por tamanha inação, evidência que deveria ter obrigado os envolvidos, em tempo oportuno, a escolher uma de duas opções:


ou


1. se sentem capazes de resolver o problema e... resolvem-no!


ou


2. retiram consequências da sua incapacidade e agem em conformidade, dando o lugar a quem saiba e possa pôr termo a tão vexatório degredo, que os albergarienses nunca mereceram.


Mas o que é (mesmo) de estranhar é esta pressa de Pedro Almeida em associar-se à narrativa do atual executivo camarário, que sempre tem sacudido a água do capote, remetendo para a tutela toda e qualquer responsabilidade pelo estado daquela infraestrurura. O que estará por detrás de tão pronta e ostensiva solidariedade, que apoia uma versão da história que - como eu demonstrarei ainda hoje - tem pés de barro? 

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