A MINHA INTERVENÇÃO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL SOBRE SAÚDE.

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Partilho convosco o teor da minha intervenção na Assembleia Municipal, no período antes da ordem do dia, até porque, num tempo em que os níveis de abstenção e de alheamento dos cidadãos para com a Política atingem cifras inauditas, urge dar início a uma nova forma de comunicar e de interagir com os nossos munícipes e eleitores. Sobressai, por isso, o imperativo de instituir um registo próximo, porque chega a todos; e sério, porque traz para a ação política o que realmente interessa. Foi então assim:


«Infelizmente, o tempo, como o azeite, voltou a dar-nos razão. Os problemas da Saúde no nosso Concelho, apesar de tantos e tão repetidos alertas aqui deixados pelo PSD/Albergaria, mais do que não terem sido resolvidos, agravaram-se seriamente.



Na última Assembleia Municipal (AM), o Senhor Presidente ensaiou aquele número com emails trocados com gente importante, reuniões e todo o tipo de promessas. Mesmo depois de tanto esforço, Albergaria voltou a ser notícia nos media nacionais. Os albergarienses não merecem isto que lhes estão a fazer. Não são cidadãos de segunda. Pagam impostos. Têm direitos. Merecem respeito.



A Câmara Municipal e o Senhor, enquanto Presidente da edilidade, podiam – e deviam! – ter feito mais em favor das Pessoas. Para hoje, não sei se encenou mais um número semelhante ao apresentado na sessão da AM de Angeja para escapar às responsabilidades ou se vai insistir em repetir que nada faz – nem fará – porque não é competência do Município.



Essa atamancada tese, volto a repeti-lo nesta Assembleia, nunca poderia justificar tamanha omissão, mesmo acenando com promessas miraculosas, que sabe não poder cumprir. Desde logo porque:


- João Agostinho Pereira, o seu antecessor no cargo, decidiu suportar as despesas com as obras de ampliação do centro de Albergaria, embora fosse competência do Ministério da Saúde. Aliás, a partir do mandato 2002-2005, foram também feitos avultados investimentos na Extensão de Saúde da Ribeira de Fráguas, Unidade de Saúde da Branca, entre outros do mesmo setor.
- O atual executivo decidiu – e muito bem! – adquirir uma viatura para a GNR ainda que essa fosse uma incumbência do Ministério da Administração Interna.
- De igual modo, já se viabilizou uma intervenção na Escola Secundária – e outra se antecipa – também com dinheiros da autarquia, apesar de ser competência do Ministério da Educação.



Por fim, a prova de que o Senhor podia ter socorrido as populações, porque também é da sua competência, foi: a celebração de protocolo, relativo à USF de Angeja, onde o Município assume, preto no branco, responsabilidades partilhadas com a Administração Regional de Saúde. É possível enganar muita gente durante muito tempo, mas já não é suportável enganar toda a gente todo o tempo.


Em face do quadro que acabo de desmontar, exorto-o com uma proposta que visa socorrer os albergarienses quando não há estratégia para a Saúde, mormente através de um Plano Municipal de Saúde, como já acontece em Sever do Vouga. A PROPOSTA é:


- Como o governo do PS falha no cumprimento das suas obrigações tutelares na Saúde, propomos que faça o que os outros já fizeram e fazem: avance, em nome da Câmara Municipal, com as obras. Faça o bem. Em nomes dos albergarienses. - disse» (sic)



 

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