- Obter link
- X
- Outras aplicações

Tomados pela soberba dos que, julgando-se abundantemente iluminados, ousam considerar-se tocados pelo dom da genialidade, os tontos rapidamente se convertem nos seus maiores inimigos.
Tudo o que pensam reluz. Tudo o que fazem é arte. Imaculado. Sem fissura suscetível de reparo. Figuras com egos que o universo não acomoda, as doutas filosofias que generosamente partilham com os sonsos mortais configuram uma dádiva. Um rasgo magnânimo de tolerância.
É assim que vejo o legado e a postura dos atuais presidente e treinador do Benfica. Tão certos da sua predestinada existência, pintam um clube com finanças invejáveis, pejado de hegemonias que só eles descortinam. Alérgicos à crítica, municiam fiéis serviçais com as mais rebuscadas teorias da conspiração, bem ao jeito dos que, sem rebuço, optam pela excomunhão dos libertinos hereges.
Assim vai o meu Benfica. Perdido num oceano de egos e de inconfessáveis volúpias, arrisca-se a afundar-se em águas pantanosas porque o elefante já vai gordo e (agora) não há maneira de o varrer para debaixo do tapete...
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Comentários
Enviar um comentário