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Foto retirada daqui
Os professores portugueses estão indignados porque se sentem roubados nas suas legítimas expectativas de progressão na carreira - com as infames quotas de acesso aos 5º e 7º escalões - e justamente pilhados na contabilização de mais de 6 anos de serviço (!) que a tutela decidiu, ao contrário do sucedido com os enfermeiros, apagar mesmo sabendo que, sobre esse tempo e subsequentes rendimentos, (já) foram pagos TODOS os impostos.
Como se pode reconhecer representatividade e a mais ínfima possibilidade de sucesso quando se chega ao limite - diria que irreversível - de estar pendente de gravações áudio que estão somente na posse de uma das partes, que as cederá, obviamente, se apenas respaldarem uma das narrativas em contenda?
A ação sindical das principais (e tradicionais) forças representativas ostenta, pelo menos, três décadas de derrotas e retrocessos, cumuladas por toda a sorte de injustiças e iniquidades, que feriram de morte a dignidade devida à classe docente.
Existe um desfasamento insanável entre a intervenção dos principais sindicatos tradicionais de professores e os legítimos anseios e reivindicações de um conjunto de profissionais que, no terreno, se sente enxovalhado e abandonado à sua sorte. Uma geração - ou uma casta? - de sindicalistas perdeu a autoridade e a credibilidade indispensáveis à prossecução da sua missão. É, por ora, a face visível de múltiplos retrocessos e injúrias, consentidos com frouxa resistência.
O movimento sindical do professorado - se dúvidas houvesse - voltou a confirmar que a eficácia dos sindicatos se esvai quando subjugada aos inconfessáveis interesses dos diretórios partidários.
A fiabilidade dos representantes (?) dos professores está ferida de morte quando aqui se adianta que se "requereu, ainda na reunião de 29 de novembro, formalizando no dia 30, as atas das reuniões e as gravações áudio das mesmas." (sic)
Como se pode reconhecer representatividade e a mais ínfima possibilidade de sucesso quando se chega ao limite - diria que irreversível - de estar pendente de gravações áudio que estão somente na posse de uma das partes, que as cederá, obviamente, se apenas respaldarem uma das narrativas em contenda?
E desenganem-se os mais ingénuos. Na Educação, não haverá paz sem, antes, reparar as injustiças infligidas aos docentes portugueses.
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