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Imagem Freepik | meramente ilustrativa
III - Sobre o perfil, o currículo que um supervisor pedagógico deverá possuir.
Infelizmente, os docentes que poderiam assegurar uma verdadeira supervisão pedagógica não se reconhecem em como tal, nem são reconhecidos pelos seus pares, faltando-lhes, cumulativamente, a necessária formação e uma alocação de tempo no seu horário de trabalho, evidências, aliás, da clamorosa falta de valorização e de credibilização dos cargos (Ricardo, 2016, p. 252-253).
Quanto ao perfil, revejo-me integralmente no que Ricardo (2016, p. 255) concebe:
“Idealmente parece-nos que o supervisor pedagógico deve ter um perfil académico e profissional que não suscite inseguranças ao supervisionado e que adote uma postura predominantemente colaborativa com visão estratégica, ou seja, com uma perspetiva de futuro baseada nos acontecimentos do passado, fazendo um acompanhamento assíduo (…) Um estilo conjuntural desenvolvimentalista…”
IV - Sobre os estilos gerais de liderança. As três posturas gerais que um supervisor pedagógico pode adotar.
De acordo com a definição de Lewin (1939, cit. Jesuíno, 1999; cit. Murillo, 200&) e com os resultados dos estudos (Alarcão & Tavares, 1987), a evolução poderá fazer-se nestes termos e por esta ordem:
- o estilo diretivo, tradicional/autocrático/autoritário, vocacionado, porventura, para os candidatos a professores;
- o estilo colaborativo, participativo/democrático/partilhado, aplicado, tendencialmente, aos professores já em carreira;
- o estilo não diretivo, seguindo a mesma lógica, dimensionado para docentes no final da carreira.
V - Deverá o supervisor pedagógico ser considerado um líder, com mais poder?
Numa primeira e quase instintiva resposta, diria que sim. Não obstante, lembro o que Ricardo (2016, p. 11) ressalvou:
“A história dos estudos da liderança iniciou-se a prolongou-se suportada na duplicidade baseada na existência de liderados “cegos” a seguirem um “grande homem” passou a ser vista como ultrapassada no estudo nas organizações modernas”.
Daí que tenda a concordar, genericamente, com o mesmo autor quando assevera que todos os que estão numa posição cimeira de influenciar outros podem ser chamados de líderes, em resumo, “quem está na frente é líder” (p. 12).
Na verdade, e da experiência de vida acumulada em múltiplas organizações, concluo não existir um estilo universal e consensualmente replicável de liderança.
De resto, grande parte da literatura disponível incide, maioritariamente, sobre a liderança e não tanto sobre o líder, parecendo ser mais importante o modo como se lidera do que o líder per se. Até porque o poder, abstratamente considerado, será tanto maior quanto mais forte for a liderança.
Complementarmente, Ricardo (2016, p. 247) aprecia a objetividade de Émile Durkheim quando defende que a escola tem duas funções principais: a acreditação e a socialização pelo que, sem outros rodeios, afigura-se consistente o entendimento de que se pode chamar líder a quem se encontra em posição de poder influenciar alguém, adote a postura que adotar (p. 251).
José Manuel Alho
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