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Imagem Freepik | meramente ilustrativa
Avaliação (formativa e sumativa) do Desempenho Docente (ADD).
Entendo, com base da minha observação e experiência no terreno - assente no facto de já ter sido avaliado, avaliador interno e externo - que o avaliador interno, como bem salienta Ricardo (2016, p. 237), tem responsabilidades formativas e, com o avaliador externo, partilham entre si responsabilidades sumativas no resultado final, até porque, no caso de não ser alocado avaliador externo, o avaliador interno deterá a totalidade da responsabilidade na classificação final. Porque haverá sempre tensões, por amizade ou inimizade, a pautar o relacionamento entre ambos, que poderão colocar em crise a objetividade, o rigor e a justiça, concordo, em absoluto, com mesmo autor quando vinca (p. 241) que, “além da necessidade da aceitação por parte dos avaliados”, importa é o “reconhecimento do perfil, ou seja, das competências dos avaliadores por parte dos avaliados”. Daí que subscreva Ricardo (2016, p. 227) por defender que “o processo da ADD tem de ser transparente, bem explícito e não enfatizar o indivíduo em detrimento da equipa/grupo” porque, se assim não for, não servirá “para gerir, motivar e desenvolver o pessoal” (Curado, 2000, p. 47).
Parte desta minha reflexão encontra vasos comunicantes com outra questão orientadora, até porque entendo a postura da, porventura, maioria dos supervisores pedagógicos que incorpora na sua ação o essencial do desígnio inscrito no Artigo 3.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 , embora deva alertar-se, como avisa Ricardo (2016, p. 234) que “os resultados da ADD têm implicações na vida social e psicológica dos docentes”. O supervisor pedagógico, defendo-o, deverá considerar os aspetos contextuais, mas, acima de tudo, deverá priorizar o diálogo reflexivo com o supervisionado (Clandinin e Rosick, 2007, cit. Viera & Moreira, 2011, p. 40), garantindo um acompanhamento contínuo, de pendor vincadamente formativo, de todos os contributos do avaliado na dimensão da participação e relação com a comunidade e desenvolvimento profissional.
Por fim, e como evidenciaram Feiman, 1982: Huberman, 1992; Cavaco, 1993, existem várias fases com diferentes motivações no decurso da carreira docente. Por isso, como salvaguardou Ricardo (2016, p. 228), os referencias da ADD deveriam ir mudando ao longo da evolução do supervisionado, isto é, de acordo com o patamar da carreira e o nível de ensino. Em consequência, o estilo - socorrendo-me até da minha abordagem em post anterior - deverá sintonizar-se com a fase, as necessidades e as expectativas do supervisionado. De resto, e consoante os estádios na carreira, também preconizo que o modelo da ADD de um monodocente deva ser diverso de um do ensino secundário, bem como deverão ser diferentes os critérios de avaliação do desempenho de professores com diferentes funções.
José Manuel Alho
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