Eleições americanas: o futuro do mundo em suspenso

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Imagem retirada daqui


Hoje, as urnas dos Estados Unidos recebem mais do que votos: carregam a promessa ou o pesadelo de diferentes futuros que ecoarão bem para lá das suas fronteiras. A eleição de Kamala Harris, que logrou ganhar o protagonismo até então negado por um Biden em decadência, significaria uma linha de política externa mais previsível para o mundo. A Europa, em particular, poderia continuar a beneficiar de uma aliança transatlântica sólida e de um compromisso com o multilateralismo em questões cruciais, como o clima e a segurança global.


Por outro lado, uma possível vitória de um candidato mais conservador, alinhado com o isolacionismo e o protecionismo, poderia ameaçar alicerces até hoje consensuais. De igual modo, a fragmentação das relações com a NATO e o desprezo por tratados de cooperação internacional poderiam isolar a Europa, empurrando-a para uma encruzilhada onde as dificuldades de um "velho mundo", à procura de se renovar, ficariam (ainda) mais evidentes. As políticas de imigração, a abordagem à China e as regulações tecnológicas também seriam fortemente afetadas, dificultando colaborações que, no presente, já se afiguram complexas.


Enquanto o relógio corre, os líderes europeus olham para Washington como quem olha para o espelho dos seus próprios impasses e contradições. Mais do que nunca, o que hoje se decidir poderá ditar a tendência do cenário político global próximo, bem como as escolhas da Europa para o que restar desta década.


Aguardemos, embora confesse o meu pessimismo...


José Manuel Alho


 

Comentários

  1. O Futuro do Mundo??!!! Temos de nos habituar a viver sem essa porcaria da América. Não vamos morrer por isso e talvez vivamos melhor.

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  2. Trump iria ganhar em 2016: "900000 milhões de mortos e o planeta vai desaparecer". Ainda cá estamos, certo?
    Trump irá ganhar em 2024: "500000000 milhões de mortos e a Via Láctea vai deixar de existir".
    Porque será que 99,999999999999% dos europeus acha que o presidente americano tem tanto poder como um rei ou um presidente, europeus?
    Nos EUA quem detêm o poder é o congresso e as câmaras dos representantes. É aí que as leis passam. Se o presidente quiser fazer isto e aquilo, ou arranja apoio de metade desses órgãos, ou vai ficar a gritar para a parede. (Lembre-se do Obama, a querer 600000 milhões de dólares, para investir num serviço público de saúde, com custas de 200000 milhões anuais, que o congresso chumbou com 80-20 votos, eram 55 republicanos e 45 democratas.)
    É mais importante o voto para qualquer um desses órgãos do que o presidente. A primeira coisa, que o novo presidente, vai ter de apresentar é o orçamento para 2025. Imagine que ganha Trump, o congresso fica 49 republicanos e 51 democratas, sendo que há 215 representantes democratas e 220 republicanos. O orçamento será chumbado, pois precisa de 250 votos dos representantes e da maioria do congresso (caso de empate, o vice-presidente é o voto de desempate, que foi usado, pelo Biden, em 4 orçamentos, pois ficaram 50-50 e 210 republicanos para 209 democratas e 12 de outras forças).
    Há que não ter medo. Acerca da NATO, acho estranho que a comunicação social portuguesa não lhe tenha dado razão. Até o ministro da defesa já reclamou que precisa de 7000 milhões de euros, anuais, para cumprir os 2%, previstos pela carta de membro da NATO, onde só tem previstos 2800 milhões. Se até os ministros da defesa, de vários membros da União Europeia, lhe dão razão... não será verdade?

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  3. A politica é muito complicada mas o certo é que muita gente vai ficar muito pior se Trump ganhar como parece que vai acontecer. e muitos daquele que votaram nele daqui a uns meses já estarão muito arrependidos de o terem feito, mas cada um tem a sua opinião.

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