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Foto retirada daqui | © Nuno Fox
Dez anos depois, a "Operação Marquês" tornou-se o retrato cruel da Justiça a que chegamos: lenta, porventura cínica e incapaz de corresponder às expectativas mínimas dos cidadãos. É um verdadeiro circo processual, onde os arguidos desfilam sob a sombra confortável da prescrição, enquanto o cidadão comum assiste, perplexo, ao espectáculo da sua ineficiência. Recursos infindáveis, incidentes processuais intermináveis e uma aparente falta de vontade política transformaram este caso num emblema do falhanço institucional vigente. O que começou como um símbolo de combate à corrupção parece ter-se convertido num manual de como fugir à Justiça.
E a pergunta que que vamos fazendo com sonsa ingenuidade – "Quando será o julgamento?" – já parece um exercício da mais previsível ironia. Afinal, no reino do “dificilmente compreensível”, a Justiça tarda… e falha.
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