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Numa qualquer terra adormecida, há sempre uma luz que teima ficar acesa. É o Professor, o eterno resistente, mergulhado em planificações, correções, bur(r)ocracias absurdas e desafios que, pasme-se, nunca cabem no horário de trabalho. Enquanto o mundo lá fora descansa, ele (ainda) luta com testes, reuniões, e-mails e a angústia de não conseguir dar tudo o que queria aos seus alunos. E – já agora – à sua própria vida.
Mal pago, sobrecarregado e invisível, o Professor de hoje é um sobrevivente num sistema que o consome sem piedade. Roubaram-lhe os serões, os fins de semana, a paz de espírito, mas nunca a vocação. A luz que fica acesa não é só um candeeiro, é um grito silencioso de dedicação, num país que insiste em apagar quem ensina.
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