- Obter link
- X
- Outras aplicações


Ser cidade é (bem) mais do que um estatuto administrativo. Foi uma responsabilidade. Deveria ter sido uma exortação à nossa ambição, à nossa identidade rumo a um futuro coletivo agregador. Quando, há 14 anos, Albergaria-a-Velha foi elevada a cidade, abriu-se uma porta simbólica: a de querer mais, de ser mais, de fazer melhor. Não bastava o título — era (deveria ser!) preciso merecê-lo, todos os dias.
O que poderia ter significado esta elevação? Um novo ciclo de planeamento urbano inteligente, de cultura viva nas ruas, de economia inovadora ancorada na tradição e no saber local. Um espaço onde os jovens quisessem ficar, onde os mais velhos se sentissem seguros e úteis, onde a palavra “comunidade” fosse verbo em ação.
Mais do que nunca, ser cidade é recusar a resignação da mediocridade. É cultivar a excelência nos serviços públicos locais, nas escolas, na participação cívica. É dar palco aos talentos, cuidar do património, promover a sustentabilidade... e ousar sonhar alto. Ser cidade, enfim, é não aceitar menos do que o melhor.
Hoje, celebramos. Mas celebrar implica compromisso. O da memória, sim — mas, sobretudo, o da visão. Que cidade queremos ser? Que cidade estamos a construir?
Porque ser cidade deveria ter sido só o começo.
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Comentários
Enviar um comentário