O mistério das coisas nomeadas

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A PALAVRA

 



Falo da natureza.

E nas minhas palavras vou sentindo

A dureza das pedras,

A frescura das fontes,

O perfume das flores.

Digo, e tenho na voz

O mistério das coisas nomeadas.

Nem preciso de as ver.

Tanto as olhei,

Interroguei,

Analisei

E referi, outrora,

Que nos próprios sinais com que as marquei

As reconheço, agora.

 





S. Martinho da Anta, 13 de Abril de 1965.

In Diário X


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