Aviso à navegação: pausa estratégica para mergulhos e outros horizontes

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Agosto chegou com a subtileza de um martelo pneumático em dia de penosa canícula. E, como qualquer alma sensata que ainda acredita no poder regenerador do ócio (e no direito constitucional ao descanso), também este escriba se retira temporariamente para lugar incerto — algures entre a espreguiçadeira e o lusco-fusco das marés.


Durante uns dias, o banquete ficará à mesa posta, mas sem novos pratos. Não é abandono, é marinar. Não é silêncio, é pausa reflexiva. Os temas continuarão a fermentar, os disparates a multiplicar-se, os pretextos para escrever a acumular-se. E eu, de bloco e caneta invisível (ou notas no telemóvel), registarei tudo — entre um mergulho e outro, entre um gelado e mais um par de livros a meio.


Voltarei em breve. Com fome. Com mais ironia, alguma lucidez e uma saudável pitada de indignação.


Até já. Boas férias (se for caso disso). E, se não for, que, pelo menos, haja sombra e água fresca.

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