A verdade mijada no horário nobre

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Gloriosos aqueles tempos em que, na alvorada de uma nova televisão, fomos confrontados com a pergunta que, ainda hoje, poderia definir o estado da nação: “Urinou a tampa da sanita na casa do primo na passagem de ano?”.


Se isto não foi serviço público, então o que será? Naquela conjuntura, o programa “Máquina da Verdade” transformou-se num esgoto de confissões higiénicas. Desde sempre, Portugal lava mais roupa suja em horário nobre do que num tanque comunitário.

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