Dia Mundial da Música - Quando a música não é só som, é sustento

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A música é o que sobra quando as palavras falham


A música não é apenas arte: é alimento, é abrigo, é revolta e é ternura. É o grito que não se grita, o abraço que não se dá, o silêncio que se compreende. Hoje, celebramos o Dia Mundial da Música, mas quem vive atento sabe que ela se celebra todos os dias: no bater do coração, no ritmo dos passos, no sussurro do vento que conheço, desde criança, nas ruas do meu bairro - Campinho.


Num mundo cada vez mais ruidoso, a música continua a ser o mais eficaz dos antídotos contra a indiferença. E não, não falo apenas de Mozart ou de Zeca Afonso: falo daquela melodia que nos salva quando tudo parece ruir. Falo da música que nos lembra quem somos, de onde vimos e para onde queremos ir.


Nota de rodapé (sem rodapés):
A UNESCO instituiu este dia para lembrar que a música é património universal. Mas nós, que crescemos com o rádio a pilhas e o vinil riscado, sabemos que ela é (muito) mais do que isso: é memória, é resistência, é identidade.

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