Engole as tuas palavras: banquete para a alma ou veneno silencioso?

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Já parou para ouvir o que diz, quando ninguém o vigia ou quando julga que as palavras se dissipam no vento? Escolhi esta imagem porque ousa sugerir um exercício (quase) gastronómico: se fosse forçado a comer as suas próprias palavras (cada promessa não cumprida, cada comentário mordaz, cada bênção sussurrada ou verdade partilhada), será que a sua alma sairia deste banquete fortalecida, ou colapsaria sob o peso do veneno que carregaste na língua? Há algo de profundamente humano nesta metáfora: somos cozinheiros e provadores do nosso próprio discurso.


Se cada frase fosse um ingrediente, prepararia uma receita capaz de nutrir honestidade, empatia e respeito, ou espalharia indigestão moral? Ao redor da mesa, quem se senta consigo: a autocrítica, a compaixão ou o arrependimento?


Que a consciência do poder das palavras seja o tempero essencial, capaz de transformar o falar diário num verdadeiro acto de autocuidado. Para si e para o mundo que saboreia o que diz.

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