O barulho mudou de porta: trombone em saldo, vizinha em êxtase!

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Nem todos os milagres exigem procissão, basta um anúncio no correio da vizinhança.


Eis a genialidade urbana: de um lado, um trombone implora por novo dono; do outro, alguém agradece a Deus com convicção quase litúrgica. Cá entre nós, partilho o sonho de tanta gente, que enfrenta trombones (e outros ruídos) como penitência diária.


A civilização avança, mas o entusiasmo por silêncios prolongados nunca sai de moda. Eu próprio, confesso, aplaudiria este “milagre acústico” se, um dia, algumas ruidosas invenções resolvessem mudar de morada...

Comentários

  1. Um magnífico retrato de fé quotidiana — em que o milagre não desce dos céus, mas muda de porta.
    Talvez a modernidade seja aprender a reconhecer graças concedidas com ironia q.b.
    E sim, há orações que se dirão em silêncio... sobretudo depois de o trombone apanhar o autocarro.

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