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Há momentos em que a cadência dos dias nos pede ternura: o tempo abranda, as conversas ganham lume baixo, a escrita recolhe-se ao colo da memória.
Com o Natal a beijar o calendário e o novo ano a espreitar pela fresta, este espaço diminui o ritmo, entrega-se ao silêncio fértil das pausas, e permite ao autor respirar fundo, revisitar afetos, e colher novas paisagens para palavras futuras.
Entre luzes ténues, gargalhadas partilhadas e nostalgias à mesa, deixo a promessa de voltar, mais inteiro, mais sereno, para que cada post volte a nascer com verdade.
Até lá, desejo a quem passa por estas linhas um tempo bom: cheio de cumplicidade, ternura e esperança. Que cada silêncio seja semente, e cada ausência, um convite ao reencontro.
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