A minha paciência tem ouvidos, não tem fé

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O grau de sanidade mental mede-se, afinal, pelo número de disparates que engolimos calados.


A cada absurdo ouvido, nasce um herói involuntário: aquele que não atirou o café à parede nem respondeu com um prémio Darwin verbal.


Acreditem: neste país, escutar é desporto de risco e, quanto mais despropositado o argumento, mais olímpico deve ser o silêncio.


De resto, debate sério é como o unicórnio: todos falam, ninguém vê.

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