A urgência do outro, a burrice de sempre

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No teatro das repartições, dos escritórios e até das escolas, há sempre um génio capaz de inventar urgências de última hora.


Curiosamente, a falta de planeamento alheia transforma-se, por magia, numa corrida contra o tempo, mas para os outros, os eternos otários do sistema.


O idiota que não fez ontem quer tudo resolvido hoje, de preferência para ontem, exigindo heroicidades produtivas de quem já sabe que o reconhecimento, no fim, é um aceno (muito) vago e um novo pacote de tarefas absurdas.


Ah, e sobre a arte de delegar a incompetência, previno: haverá sempre quem agradeça, com choros, a medalha do ridículo.

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