Luz que ri de sombra

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"Se me apetece rir de um louco, não preciso de ir procurar muito longe;
rio de mim mesmo."
Séneca


Há noites em que o caminho parece apenas silêncio e escuridão, e cada passo é um eco das nossas próprias inquietações. Mas, como dizia Séneca, quando me apetece rir de um louco, sei que basta um espelho, uma rua vazia ou um lampejo de lucidez em plena solidão.


Somos, tantas vezes, caricaturas dos nossos excessos e fragilidades: dançamos sob a luz de um candeeiro como quem faz da autoironia um campo de sobrevivência.


Rir de mim mesmo não é fraqueza, é redenção. Prefiro desafiar a sombra com a leveza de quem sabe que, no fundo, a nossa maior loucura é tentar escapar a nós próprios.


Nesta rua, sou riso e silhueta, humanidade e contradição.

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