Sonhar: atentado poético em tempos de cinismo

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O sonho tornou-se, hoje, um ato de resistência.


Nesta época de pragmatismos e hierarquias de urgência, sonhar é quase subversivo, quase ridículo.


Talvez nos tenhamos esquecido que todo o progresso, toda a ideia nova e toda a esperança nascem do devaneio, desse fresco atrevimento de querer mais.


Se é verdade que são tempos áridos para quem sonha, talvez seja, justamente, porque os sonhadores fazem cócegas ao medo e lembram aos outros que viver, afinal, é não se habituar apenas a sobreviver.

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