A biblioteca que respira

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"A minha avó materna era analfabeta e digo muitas vezes que foi a minha primeira biblioteca. Sentar-se no colo de uma avó e ouvir uma história é ganhar para a vida um amor pelas histórias e pelos livros."

José Tolentino Mendonça


Há fotografias que funcionam como páginas arrancadas de um livro antigo, páginas onde o tempo não se apaga.

Esta imagem lembra o que Tolentino Mendonça tão bem disse: uma avó pode ser analfabeta, mas ainda assim ser a primeira biblioteca de alguém. Porque a sabedoria não se mede em letras, mede-se em gestos, em colo, em histórias sopradas entre risos e farinha de fazer pão.

A infância torna-se eterna quando há uma avó que transforma o quotidiano na nossa primeira gramática de ternura. E é isso que fica: o cheiro a casa, o brilho dos olhos, em suma, a memória que nunca fecha as páginas. Uma felicidade ter tido essa sorte!

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