A gravidade do discurso político

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Newton deve estar a rir-se, lá do seu pedestal científico, ao ver que a política contemporânea descobriu uma nova lei universal: quanto mais falam, menos dizem.


Há quem encha comícios com promessas, programas e powerpoints, embora a substância caia sempre a pique, como a maçã proverbial.


Entre o “não digo nada” e o “só digo isto”, constrói-se hoje a arte de governar, uma coreografia de palavras vazias que orbitam em torno do mesmo vazio. A física agradece. Afinal, a gravidade também precisa de exemplos práticos.

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