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Ao longo do caminho, disseram-me muitas vezes onde devia cortar a meta, qual o partido certo, o cargo certo, o salto profissional “natural” para quem vinha de onde eu vinha e tinha chegado onde cheguei.
O problema é que, cada vez que olhava para essas metas prontas, via nelas uma linha recta e cómoda, mas sem sol no horizonte, apenas o aplauso fácil e a vaidade de ter chegado onde alguns achavam que eu “tinha de estar”.
Escolhi, por isso, o desvio: deixei passar propostas supostamente irrecusáveis, guardei o cartão de visita na gaveta, voltei à sala de aula, convicto de que a única chegada que vale a pena é aquela em que a consciência dorme em paz.
A filosofia que me sobra é simples: mais vale pedalar por uma estrada improvável, mas nossa, do que cruzar a meta certa, na corrida errada.
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