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Segundo essa velha mania do Homo sapiens, o planeta funcionava razoavelmente bem até ao surgimento da espécie que transformou a autoadmiração em ideologia.
Da primeira pedra lascada à última selfie, fingimos que somos o topo da cadeia, ignorando que os outros animais não perderam tempo a criar reuniões, impostos ou redes sociais para se sentirem “importantes”. Aliás, como sugere o diálogo da imagem, será que algum extraterrestre, ao contemplar a humanidade, consegue distinguir entre engenho e cegueira?
Talvez o maior feito da evolução tenha sido oferecer ao Homem polegares opositores, esses que tantos usam só para apontar defeitos… aos outros.
A superioridade humana é um conceito construído à base de ilusões, pirâmides alimentares e currículos escolares. O resto da fauna olha, boceja e agradece que as tomadas elétricas não estejam nas árvores. Enquanto os símios continuam a viver em paz com as bananas e o sentido de comunidade, o homem sonha com Marte e esquece o planeta.
Eis, então, a verdadeira diferença: só a nossa espécie acredita que o universo conspira para validar o seu ego. Diria Darwin, se cá estivesse, que nem sempre a evolução faz sentido, sobretudo, quando é explicada por quem não evoluiu assim tanto...
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