Fontes claras, rostos turvos

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Vivemos obcecados com a “cara bonita”, seja a selfie polida, o currículo enfeitado ou o discurso delicofofo, e esquecemos que, muitas vezes, por trás da água clara, mora um lodo bem espesso.


A sociedade aplaude a embalagem, canoniza a aparência e elege como virtuoso quem sabe sorrir para a objetiva, mesmo que a ética esteja soterrada no fundo.


Talvez fosse tempo de ensinar às crianças, e até de relembrar aos adultos, que o verdadeiro encanto se vê quando a água é agitada, porque é aí que o lodo escondido sobe à superfície e mostra quem é quem.

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