Não são apenas ratos que leem sob a luz pública: há coragem em cada esquina

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Por David Zinn


Nas cidades, o extraordinário revela-se por vezes nos recantos onde menos esperamos: um rato ilustrado, à sombra de um candeeiro urbano, devora as páginas de um livro, indiferente ao burburinho dos humanos.


O saber, tal como a luz, tem o poder de acender mundos inteiros mesmo nos lugares de passagem. Esta cena insólita, capaz de arrancar um sorriso ou uma gargalhada, remete para o valor da curiosidade, a resistência dos pequenos perante a indiferença dos grandes, e a possibilidade de encontrar sentido onde só parecia haver rotina.


No fundo, somos todos ratos à procura de um feixe de luz que nos permita ler o mundo e, talvez, reescrevê-lo.

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