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"A saudade que dói mais fundo e irremediavelmente é a saudade que temos de nós."
Mario Quintana
In Caderno H
Há uma rua da saudade em cada cidade, mas a mais difícil de localizar é aquela em que perdemos a morada de nós próprios.
Cresce discretamente como em Campinho, o bairro da minha infância, onde o menino do Lobito aprendeu que se pode subir na vida sem abandonar o chão de onde se veio. É aí que a frase de Mario Quintana morde: a saudade mais funda é a de não termos ficado ao lado de quem poderíamos ter sido.
Entre cargos que recusaste, metas “naturais” que rejeitaste e salas de aula que escolheste, foste abrindo desvios para não trair esse miúdo de origens humildes que ainda te observa ao espelho.
A placa na parede lembra: há ruas que nos levam a lugares. E há ruas que nos devolvem perguntas. Mesmo quando a vida te empurra para a arquitetura da vaidade, é a saudade de ti que te puxa de volta para casa.
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