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"Não quero adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa."
Oscar Wilde
Há uma sabedoria natural nas crianças e uma ternura madura nos que envelhecem. As primeiras vivem o instante, como se o vento fosse uma festa que passa pelo rosto; os segundos aprenderam que a pressa é inimiga da alma.
Entre um tempo e outro, a vida adulta insistiu em ser um deserto de compromissos e de metas sem horizonte.
Talvez educar seja justamente isto: resgatar o espanto infantil que o mundo nos roubou e devolver à escola o sossego dos que já sabem que tudo passa. A infância ensina-nos a sentir. A velhice, a compreender. A vida adulta, se quiser ser vida plena, deve reconciliar estas duas metades - inocência e sabedoria, descoberta e pausa.
Enquanto crescemos e envelhecemos, que nunca percamos a alegria de brincar com o vento e o direito de demorar o olhar nas coisas simples.
Porque ser humano é, afinal, manter a infância acesa e a velhice desperta, mesmo quando o calendário insiste em dizer o contrário.
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