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Há um tipo de cansaço que não se cura com o sono.
É o cansaço de sentir demasiado, de pensar até à exaustão, de querer viver tudo e, no entanto, reconhecer o abismo entre o querer e o poder.
Álvaro de Campos, com a lucidez que dói, transforma este “cansaço” num espelho da alma moderna ainda que fatigada pelo excesso de consciência e pelo vazio dos ideais.
Há nisto uma ironia profunda: só quem viveu intensamente a busca pelo sentido sabe o quanto ela pesa. Cansar-se de tudo é, afinal, amar o mundo até à saturação.
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