Liberdade: prisioneira sem fios

 


Quando o telefone estava preso por um fio, os humanos eram livres. Ironia cruel desta máxima viral: o fio limitava o aparelho à parede, libertando-nos da tirania ubíqua das notificações. 

Hoje, sem fios, carregamos correntes invisíveis. Smartphones colados ao corpo, devoram 6 horas diárias em impulsos irrefletidos, fomentando dependência que assola saúde mental e social. Estudos alertam: perfis de vício elevam ansiedade, corroem sono, isolam-nos em bolhas digitais; jovens, com 7 horas de ecrã, confessam-se cativos. 

Nostalgia justificada? Sem dúvida. Reclamemos a nossa autonomia.
Desligue, saia, converse cara a cara. 
A verdadeira liberdade não vibra no bolso. Floresce no silêncio soberano.

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