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Onde me mandaram ficar, não fiquei

O absurdo sagrado: a teimosia de uma esperança sem lógica

Lavar o destino, estendê‑lo ao sol

Os olhos secos também choram: a epifania do sorriso fingido

O que fiz do que me fizeram

Apesar de tudo, amanhã floresce

O Tempo não usa anestesia: cicatrizes e coragem em dias maus

Resistir: entre a memória do céu e o esquecimento do mar

À beira do abismo, nasce a força

Por detrás de cada sorriso, há batalhas caladas.